domingo, 3 de março de 2013

O amor como uma valsa




Dificilmente deixaria de ver este filme, que é feito em torno de uma canção de Leonard Cohen (Take this waltz), a qual serve também como seu título original; e tem Michelle Williams, de que tanto gostei em Blue Valentine. Sobre ele tinha ouvido dizer bem e dizer mal. Fui na mesma.
Não é um grande filme. Mas é um filme surpreendente. Ou, como tão bem diz a Helena Sacadura Cabral no seu  blog,  é a prova de que um filme menor também pode colocar questões maiores. Sobre os limites e as imperfeições do amor. Sobre a sua inevitabilidade, também. Ou sobre a solidão acompanhada. Sobre a melancolia momentânea, ou o anseio por uma felicidade maior e mais plena... Poderia o filme ir mais longe e mais fundo na forma como trata tudo isto? Pois sim, se calhar. 
Ainda assim, tem  momentos assinaláveis, dos quais destaco, tal como a Helena, a magnífica resposta da personagem masculina  à  questão "quero saber o que me farias", numa cena memorável, plena de erotismo e contenção; ou a frase "a vida tem  muitas falhas, não as tentes preencher todas"; ou ainda o modo como surge, no filme, a canção de Leonard Cohen (sempre imperdível); ou a restante banda sonora, que também é boa. 
Por isso, apesar do nome um pouco pindérico em português,  "Notas de Amor", e mesmo não sendo um filme marcante, acho, sinceramente, que vale a pena vê-lo.

7 comentários:

  1. Gostei de o ver e sobretudo gostei das interpretações da jovem esposa, no seu dia-a-dia tão despido de emoção, taõ previsível e tristonho. Lembrou-me as Pontes de Madison County, um dos filmes da minha vida. Aliás os enredos são parecidos, um triângulo amoroso que se forma naturalmente pela ausência de sentimentos profundos conjugais ou pela monotonia du casamento sem filhos e sem expetativas.

    Achei a seguda parte do filme um pouco atabalhoada,a partida dela, os momentos eróticos com o seu novo amante, tudo um pouco artificial e forçado...assim como o fim...que acaba por nos dizer que às vezes mais vale um pássaro na mão que dois a voar....ou como dizia alguém meu amigo: Não se pode ter o bolo no papo e no saco.

    Mas vê-se bem...

    Bom fim de semana!

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    1. Também gosto muito do filme "As pontes de Madison County". Bastaria ter Meryl Streep... Mas acho que esse é muitíssimo mais poético e profundo; e por isso não os relaciono um com o outro.

      Bom fim de semana também Virgínia!
      Beijinho :)
      Isabel

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  2. Sim, não são comparáveis. Numa escala de 0 a 10, poria este filme num 4-5 e as Pontes em 10.

    Tudo diferente.....:)

    Bjo

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    1. Sim, agora concordo. Também daria 10 às "Pontes" e vá 5 a este ;)

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  3. Fui vê-lo esta tarde e achei-o muito interessante. Na relação a dois, por mais boa vontade que se tenha, se não houver sedução o caldo entorna...O marido era boa pessoa, mas só queria cozinhar frangos. Não há pachorra!...Quando fizeram anos de casados, aquela conversa que tiveram teve muito que se lhe diga: A mim faz-me impressão ver um casal que não conversa à mesa de um restaurante um com o outro. Entram mudos e saem calados... Isto vê-se com frequência!
    Já vi que estou nas minhas quintas...Foi sempre um querer encontrar pessoas que falassem de cinema e não só!
    Agradecida! Muitos Beijinhos e tenha uma excelente semana!

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    1. Eu sou muito céptica em relação ao casamento e por isso não diria "isto vê-se com frequência", mas antes todos os casamentos são mais ou menos um pouco assim ;)

      Boa semana também para si, Madalena!
      Beijinho

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  4. Eu sei que os casamentos sofrem desgastes. O meu tem 31 anos.Às vezes preciso de espaço para ser feliz, como diz a canção!... :)

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